Existir e ser. Duas palavras que, à primeira vista, podem parecer sinônimas, mas que escondem profundas nuances em sua essência. Afinal, o que é existir? E o que é ser?
Existir, para muitos, é apenas o ato de ocupar um espaço no mundo, de respirar, de realizar tarefas cotidianas, de cumprir um papel social. Existir é acordar todas as manhãs, ir ao trabalho, pagar contas, encontrar amigos, assistir a filmes, saborear uma refeição. Existir é a vida que seguimos, muitas vezes em piloto automático, sem questionar o porquê.
Ser, por outro lado, é algo muito mais profundo. Ser é transcender a mera existência. É buscar um propósito, uma razão para cada ação. É questionar, refletir, sentir. Ser é a busca pela própria essência, a tentativa de compreender quem somos e qual é o nosso lugar neste vasto universo.
É comum nos perdermos no turbilhão da existência, tão ocupados com as obrigações e distrações do dia a dia que nos esquecemos de ser. Vivemos em uma sociedade que valoriza a produção, a eficiência, a acumulação de bens materiais. Mas será que isso é tudo o que somos?
Quando olhamos para dentro de nós mesmos, muitas vezes encontramos um vazio, um questionamento latente sobre o significado de tudo isso. E é nesse momento que a busca pelo ser se torna crucial. É quando começamos a nos questionar sobre nossos valores, nossos desejos mais profundos, nossas paixões.
Ser não é algo que se conquista de uma hora para outra. É um processo longo e desafiador. É preciso coragem para enfrentar as incertezas, para se perguntar o que realmente importa. É preciso tempo para meditar sobre a vida, para se conhecer verdadeiramente.
Quando começamos a trilhar o caminho do ser, descobrimos que a existência ganha cores mais vibrantes. Cada momento se torna precioso, cada encontro, cada desafio, cada derrota, cada vitória. A vida deixa de ser um fardo e se transforma em uma jornada de autodescoberta.
E assim, a questão de existir ou ser se torna menos dicotômica. A existência se torna um meio para o ser, um caminho para a realização pessoal, para a busca da felicidade genuína. Existir se torna uma oportunidade de ser, de viver de acordo com nossos valores mais profundos.
Então, respiremos fundo e busquemos o equilíbrio entre existir e ser. Não deixemos que a correria da vida nos impeça de nos conhecermos verdadeiramente. Pois, no final das contas, a maior realização está em ser quem somos, em encontrar significado na nossa existência e em viver de acordo com nossa própria essência.
Simoni Bergamaschi
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