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PJC deve investigar outros dois envolvidos em assassinato de personal trainer

Data: Segunda-feira, 14/05/2018 14:33
Fonte: Olhar Direto

Ao juiz Flávio Miraglia Fernandes, da Décima Segunda Vara Criminal, o promotor de justiça Kledson Dionysio de Oliveira pede que a Policia Judiciária Civil (PJC) prossiga com as investigações em sobre o assassinato do personal trainer Danilo Campos.

Conforme documento assinado no dia 06 de abril, o Ministério Público Estadual (MPE), os suspeitos Guilherme Dias de Miranda e Wallisson Magno de Almeida Santana cometeram outros crimes, como uso de documentos falsos. A suspeita é que os criminosos gozem de "ampla rede de 'colaboradores prontos para os auxiliarem na fuga, o que certamente ocorrerá caso sejam postos em liberdade". 

Também pesa a suspeita de outros envolvidos no crime, como um agente responsável por ludibriar a vítima Danilo Campos e o motoqueiro que conduziu o assassino para o local do crime.

Na Justiça, Wallison e Guilherme responderão por homicídio duplamente qualificado (à emboscada e por motivo torpe), cujas penas preveem até 30 anos de prisão. O crime ocorreu há seis meses, no dia 08 de novembro de 2017, e teria sido motivado por ciúme.

De acordo com o documento, Guilheme Dias de Miranda foi surpreendido em São Paulo, quando de sua prisão, utilizando documento falso, uma carteira de identidade no nome de Diogno Urbano da Silva.  

Ainda conforme o MPE, a suspeita é de que outros dois homens tenham atuado no assassinato do personal trainer: o motociclista que conduziu o assassino ao local do crime e um agente que, por telefone, induziu Danilo Campos à se deslocar para o local do assassinato.

Assim, o MPE pede: "que seja determinada a extração de cópia dos documentos pertinentes a cada um dos apontamentos acima, para o fim especial de que se realize o seu encaminhamento à autoridade policial competente, visando a instauração de inquéritos policiais próprios destinados à apuração dos delitos acima referidos (arts. 171 e 304 do Código Penal e art. 10 da Lei Federal a.º 9o.29o6/19o9o6); requer-se que seja determinada a extração de cópia dos presentes autos, para o fim de que a respeitável Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa confira continuidade às investigações policiais, aprofundando os trabalhos  à identificação dos demais agentes criminosos envolvidos no ilícito, especialmente aquele responsável pela condução da motocicleta que levou o atirador Wallison Magno de Almeida Santana, bem como o agente que, dissimuladamente, manteve contato telefônico com a vítima para o fim de induzi-lo a se encaminhar ao local da execução”.

Contexto:

O pivô da morte do personal seria Ane Lise Hovoruski, ex-esposa de Guilherme Dias de Miranda, 35 anos. Ela teria tido um relacionamento extraconjugal com a vítima.
 
Ela chegou a ser presa em Foz do Iguaçu (PR) e trazida para Cuiabá, confessou à delegada Alana Cardoso, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ter sido obrigada a participar da execução, sendo constantemente ameaçada pelo mandante, Guilherme.
 
Por conta dos ciúmes que sentia pela companheira, Guilherme Dias de Miranda teria contratado Walisson Magno de Almeida, 27, para executar Danilo.
 
Guilherme e Walisson foram presos pela Polícia Civil de São Paulo no dia 09 de março. Os dois estavam há quatro meses foragidos e, de passagens aéreas compradas, fugiriam do país.

Na 12ª Vara criminal de Cuiabá ambos responderão pelo Artigo 121 do Código Penal, "§ 2° Se o homicídio é cometido: I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe e IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido".