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Preços da batata e do tomate sobem até 212% em Cuiabá após greve dos caminhoneiros

Paralisação dos caminhoneiros provocam aumento no preço de 40 itens de hortifrúti em Cuiabá. Alimentos produzidos pela agricultura familiar e em grande abundância na Baixada Cuiabana não tiveram aumento.

Data: Quinta-feira, 31/05/2018 10:33
Fonte: G1 MT

A paralisação nacional dos caminhoneiros causou forte impacto nos preços dos produtos hortifrutigranjeiros comercializados na Central de Abastecimento de Cuiabá. A greve durou 10 dias e terminou na madrugada desta quinta-feira (31).

Segundo levantamento divulgado nessa quarta-feira (30) pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), o preço da batata subiu 212%, e do tomate 114%.

A pesquisa é feita por técnicos da Seaf, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e prefeitura de Cuiabá.

Dos 69 itens pesquisados, 40 deles tiveram alta nos preços em um período de uma semana. O tomate e a batata lisa foram os itens que mais subiram de preço no comércio atacadista. Em seguida aparecem quiabo, abobrinha, jiló, pimentão, quiabo e a cebola.

O tomate era vendido a R$ 70 a caixa de 20 quilos, na semana passada. Nessa terça-feira (26) o valor era de R$ 150. Já a batata custava R$ 80 a saca com 50 quilos na semana passada. Uma semana depois ela está sendo vendida a R$ 250.

Segundo o engenheiro agrônomo da Seaf, Luiz Henrique Araújo, um dos responsáveis pela cotação de preços, os itens que mais subiram foram justamente aqueles que vêm de outros estados, como o tomate, sendo a maioria vinda dos estados de Goiás e São Paulo, e a batata, sendo grande parte produzida na região sul e sudeste do País.

Aqueles produtos que são produzidos em sua maioria pela agricultura familiar, e em grande abundância na Baixada Cuiabana, como a mandioca, banana, laranja, melancia e o abacaxi, não tiveram aumento e nem tiveram escassez no comércio, de acordo com Araújo.

A expectativa é que ao longo da próxima semana, com o abastecimento começando a se normalizar com a diminuição da mobilização dos caminhoneiros, os preços dos 40 itens que sofreram aumento voltem ao preço comum no atacado.